Mario Vargas Llosa Quote
Não tem maisl ugar o escritor mandarim, aquele que, como Sartre na França ou Ortega Y Gasset e Unamuno em seu tempo ou um Octavio Paz ainda entre nós, faz as vezes de guia e mestre em todas as questões importantes e supre um vazio que, por causa da escassa participação dos demais na vida pública, ou pela falta de democracia ou prestígio mítico da literatura, só o grande escritor parece capaz de preencher. Numa sociedade livre aquela função de tutor que exerce o escritor- às vezes de forma proveitosa - acaba sendo inútil nas sociedades submetidas: a complexidade e a multiplicidade dos problemas o levam a dizer disparates se quiser dar palpites em tudo. Suas opiniões e posicionamentos podem ser muito lúcidos, mas não necesariamente mais do que as de qualquer outro- um cientista, um profissional, um técnico- e, seja como for, devem ser julgadas por seus próprios méritos e não por serem provenientes de alguém que escreve com talento. Essa dessacralização da pessoa do escritor não me parece uma desgraça, pelo contrário, põe as coisas no seu lugar, pois a verdade é que escrever bons romances ou belos poemas não implica que quem assim está dotado para a criação literária goza de clarividência generalizada
Não tem maisl ugar o escritor mandarim, aquele que, como Sartre na França ou Ortega Y Gasset e Unamuno em seu tempo ou um Octavio Paz ainda entre nós, faz as vezes de guia e mestre em todas as questões importantes e supre um vazio que, por causa da escassa participação dos demais na vida pública, ou pela falta de democracia ou prestígio mítico da literatura, só o grande escritor parece capaz de preencher. Numa sociedade livre aquela função de tutor que exerce o escritor- às vezes de forma proveitosa - acaba sendo inútil nas sociedades submetidas: a complexidade e a multiplicidade dos problemas o levam a dizer disparates se quiser dar palpites em tudo. Suas opiniões e posicionamentos podem ser muito lúcidos, mas não necesariamente mais do que as de qualquer outro- um cientista, um profissional, um técnico- e, seja como for, devem ser julgadas por seus próprios méritos e não por serem provenientes de alguém que escreve com talento. Essa dessacralização da pessoa do escritor não me parece uma desgraça, pelo contrário, põe as coisas no seu lugar, pois a verdade é que escrever bons romances ou belos poemas não implica que quem assim está dotado para a criação literária goza de clarividência generalizada
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About Mario Vargas Llosa
Vargas Llosa rose to international fame in the 1960s with novels such as The Time of the Hero (La ciudad y los perros, literally The City and the Dogs, 1963/1966), The Green House (La casa verde, 1965/1968), and the monumental Conversation in The Cathedral (Conversación en La Catedral, 1969/1975). He writes, prolifically, across an array of literary genres, including literary criticism and journalism. His novels include comedies, murder mysteries, historical novels, and political thrillers. Several, such as Captain Pantoja and the Special Service (1973/1978) and Aunt Julia and the Scriptwriter (1977/1982), have been adapted as feature films.
Many of Vargas Llosa's works are influenced by the writer's perception of Peruvian society and his own experiences as a native Peruvian. Increasingly, he has expanded his range, and tackled themes that arise from other parts of the world. In his essays, Vargas Llosa has made many criticisms of nationalism in different parts of the world.
Like many Latin American writers, Vargas Llosa has been politically active throughout his career. While he initially supported the Cuban revolutionary government of Fidel Castro, Vargas Llosa later became disenchanted with its policies, particularly after the imprisonment of Cuban poet Heberto Padilla in 1971, and now he identifies as a liberal and holds anti-left wing ideas. He ran for the Peruvian presidency in 1990 with the center-right Frente Democrático coalition advocating for liberal reforms, but lost the election to Alberto Fujimori. Since his exit from directly participating in politics in Peru, Vargas Llosa has advocated for right-wing activists and candidates internationally.
Vargas Llosa is also one of the 25 leading figures on the Information and Democracy Commission launched by Reporters Without Borders.